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terça-feira, 28 de abril de 2015

Combinando jogos americanos à mesa

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Receber pessoas para uma refeição especial requer cuidado e muito zelo, além, é claro de uma boa dose de bom gosto. Seja no almoço ou jantar, uma mesa bem planejada e com utensílios corretos demonstram carinho e convidam as visitas a um encontro mais agradável.

Uma mesa bem posta, tem o poder de deixar a comida ainda mais saborosa. Neste contexto, jogos americanos são peças chave, já que eles vão emoldurar os pratos, talheres e sousplat, se for o caso. Vamos apresentar aqui alguns jogos americanos de qualidade para que você os harmonize.

Jogos Americanos Trançados da Indonésia.

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Esta linha de jogos americanos é confeccionada com palha natural e ratan, o que dá a ela um ar rústico mas muito sofisticado. Ideal pra ser usado juntamente com louças lisas, os trançados foram feitos à mão, um a um. Ou seja, dará um charme especial e requintado para a mesa. Com ele, você pode usar guardanapos de tons fortes.

Jogos Americanos de Renda.

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Para uma ocasião que demande mais delicadeza, como um jantar mais sofisticado e com uso de porcelanas mais requintadas, por exemplo, os jogos americanos de renda são peças certeiras. Como a renda é um tecido fino com entrelaçamentos abertos, ela configura sofisticação clássica. Um guardanapo com frescor e leveza dará ainda mais charme à mesa. Uma boa dica é complementar guardanapos de rami, que têm alta capacidade de absorção.

Fonte: http://www.blog.lolahome.com.br

domingo, 12 de janeiro de 2014

VINHOS DO TEJO – A NOVA “DOC” DO RIBATEJO

BY JORGE CIPRIANO

Foto: clubevinhosportugueses

Por forma a contornar a má imagem dos vinhos do Ribatejo, entendeu-se e bem alterar esta denominação.
História da Região



Situado no Centro de Portugal, o Ribatejo, com uma vasta superfície agrícola utilizada (SAU), de 258.000 ha., cerca de 7% da nacional e com uma área florestal de 160.000 ha., perto de 17% da nacional, possui inegáveis condições naturais para o desenvolvimento das actividades agrícolas, florestais e pecuárias.

A história da viticultura no Ribatejo perde-se nos tempos, já que a existência de vinha no Ribatejo é muito anterior à nacionalidade, conforme atestam os amarelados manuscritos em papiro, do tempo dos romanos que terão sido os principais introdutores da cultura da vinha nesta Região.

Em documentos emanados de Reis como D. Afonso Henriques, D. Sancho II e D. Fernando, só para citar alguns são variadas as referências às vinhas e aos vinhos do Ribatejo.

Também Fernão Lopes cita “as grandes carregações de vinho” referindo “que a exportação média anual chegou a carregar 400 a 500 navios e que num ano atingiu 12.000 tonéis de vinho”.
Foto: clubevinhosportugueses

Porém, o apogeu do comércio destes vinhos foi sobretudo no século XIII, no fim da sua primeira metade, que só para Inglaterra, chegou a atingir a cifra de quase 30.000 pipas.

A vinha teve ainda um papel preponderante na colonização do Ribatejo.

Entre 1900 e 1960, a população do continente aumentou cerca de 61% tendo tido no Ribatejo, sensivelmente a mesma evolução. No entanto, nos concelhos de maior incidência vitivinícola do Ribatejo (Almeirim, Alpiarça, 
Cartaxo, Chamusca, Coruche, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém), o aumento de população no período considerado foi de cerca de 175% e só em Almeirim este aumento foi de cerca de 228%.

O principal acidente orográfico existente no Ribatejo é a Serra de Aires e Candeeiros, delimitando o que podemos chamar de Alto e Baixo Ribatejo e em termos hidrográficos o Rio Tejo, pela sua dimensão e pela sua regular irregularidade (cheias) continua a condicionar, umas vezes para o bem outras para o mal, as actividades agrícolas da Região. A vinha, ainda assim, é por norma a cultura menos afectada pelas cheias que ocorrem cada vez com menos frequência, graças à gestão dos caudais feitas pelas diversas barragens.
Foto: clubevinhosportugueses

Encontramos na Região três zonas distintas de produção, conhecidas como “O CAMPO”, “O BAIRRO” e a *“CHARNECA”.

O CAMPO, com as suas extensas planícies, adjacente ao Rio Tejo, conhecido também como a LEZÍRIA DO TEJO, sujeita a inundações periódicas, que se causam alguns transtornos, são também responsáveis pelos elevados índices de fertilidade que aqueles solos de aluvião possuem, é, por excelência a zona dos vinhos brancos, onde a casta Fernão Pires é rainha.

O BAIRRO, situado entre o Vale do Tejo e os contrafortes dos maciços de Porto de Mós, Candeeiros e Montejunto, com solos argilo-calcáreos em ondulados suaves, é a zona ideal para as castas tintas, nomeadamente a Castelão e Trincadeira.

A CHARNECA, localizada a sul do CAMPO, na margem esquerda do Rio Tejo, com solos arenosos e medianamente férteis, se por um lado apresenta rendimentos abaixo da média da Região, por outro lado induz a um afinamento, quer de vinhos brancos, quer de vinhos tintos.
No Ribatejo existem actualmente cerca de 19.989 hectares plantados de vinha (representam cerca de 8.5% do total nacional), dos quais 11.993 ha são de castas brancas (60% da produção) e 7.996 ha são castas tintas (40% da produção), que produzem anualmente, no total, cerca de 800.000 hls de vinho (representam cerca de 12% do total nacional). Destes 800.000 hls são certificados cerca 76.000 hls dos quais 81% são vinho regional e 19% são vinhos com Denominação de Origem Controlada (DOC). Cerca de 30% da produção dos vinhos certificados (DOC e Regional) destinam-se à exportação.

As plantações são alinhadas. O sistema de condução tradicional é a vinha baixa, embora a introdução da vindima mecânica tenha vindo a introduzir alterações, nomeadamente na altura da vinha.

A produção média total da Região no triénio 2004/05/06 foi de cerca de 804.000 hl., sendo a produção estimada para a campanha de 2006/2007 de cerca de 639 000 hl.
A produção média situa-se entre os 32 e os 36 hl./ha., sendo o limite máximo definido nos Estatutos da 

Denominação de Origem, de 80 hl/ha. para os vinhos tintos e de 90 hl/ha. para os vinhos brancos.


Fonte:  http://clubevinhosportugueses.wordpress.com/2009/07/13/vinhos-do-tejo-a-nova-doc-do-ribatejo/
            https://www.facebook.com/jorge.cipriano



*Charneca é o nome comum português de um habitat caracterizado por vegetação xerófila (São plantas adaptadas à aridez (mandacaru, xiquexique, faveiro), elas possuem folhas atrofiadas, caules grossos e raízes profundas para suportar o longo período de estiagem), tipicamente urze (Calluna vulgaris) de Portugal, análoga ao maquis do Mediterrâneo francês e ao heath das ilhas britânicas e o fynbos da África do Sul. Extensivamente dá-se o nome de charneca a terrenos áridos e pedregosos cobertos de urze. No Brasil, curiosamente, o termo ganhou significado oposto, representando área de características pantanosas, como brejos e banhados, cobertos de vegetação baixa, ou capinzais com algum grau de alagamento.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

BEM-VINDO AO BRASIL ORIGINAL. BEM-VINDO À ROTA DOS ENGENHOS DE PERNAMBUCO.

Fazer a rota dos engenhos e maracatus em Pernambuco e estudar história é quase fazer a mesma coisa, uma viagem turística pelas raízes históricas do lugar que se esta sendo visitado naquele instante, chegamos a perceber que aquele pedacinho de chão em que estamos pisando neste exato momento, muitas emoções foram vividas por nossos antepassados, a o exemplo das ruinas do Arraial Novo do Bom Jesus no bairro dos Torrões em Recife, onde lá, foram travadas lutas intermináveis por décadas em defesa do nosso território pernambucano da invasão holandesa. Ali, índios, negros, brancos e mamelucos foram vitoriosos com bravura por uma nação.

Foto: Arquivo blog Garçom e Menu
Ruínas da casa de armas do Arraial Novo do Bom Jesus (onde encontradas munições não usadas, armas e corpos) – Localizada Avenida Cruzeiro do Forte no bairro dos Torrões – Recife – PE

O mestre Gilberto Freyre já dizia: "Sem açúcar, não se entende o Nordeste, não se entende o Brasil". E foi justamente por conta deste tesouro maior que Pernambuco tem uma coisa mágica dentro de seu território, seu espaço físico e politico que se faz um dos melhores lugares no Brasil para ser visitado turisticamente por várias gerações e interesses.

Viajar pela Zona da Mata de Pernambuco é voltar às origens. É deparar-se com o charme bucólico da tradição dos tempos vividos. Nos antigos engenhos, com suas imensas plantações de cana de açúcar verdinhas esperando sua colheita e logo se via um descampado sem fim. A casa-grande, onde repousava o senhor e os segredos de uma vida em esplendor e luxo com o contraste das senzalas com horas marcadas, noites longas, chão batido e alimento sagrado vindo do suor onde muitas vezes avermelhados de sangue extraído da forte e insensível exploração da mão de obra. Exorcizadas pelo tempo, elas hoje abrigam tão somente charmosas e aconchegantes pousadas. Capelas e igrejas centenárias, que revelam um sincretismo religioso ocultado na época dos senhores Barões, Condes e Coronéis, onde apenas o catolicismo era aceito como fé verdadeira.

No encurtar desta resenha, realizando um Tur por Pernambuco encontramos as cavalgadas, onde se desbrava caminhos percorridos até por Lampião, rios e cachoeiras para banhos de água corrente, cristalina e térmica, peças sacras e um mobiliário antigo artesanalmente produzido e o deleite da real vida do campo.
foto: panoramio.com - Igreja do Rosário dos Homens Pretos - Goiana - PE
Uma viagem para deparar-se com a arte barroca de Goiana, na secular Igreja do Rosário dos Homens Pretos, abriga um acervo com mais de duas mil peças sacras, entre elas, a imagem em ouro de Nossa Senhora do Amparo, doada aos antigos escravos pela Princesa Isabel. Para conhecer o mistério e a beleza da cultura surgida à beira dos canaviais em Nazaré da Mata, os enigmáticos caboclos-de-lança do maracatu rural fazem a festa, balançam seus chocalhos pelas ruas, exibem suas cabeleiras multicoloridas de um Brasil profundo, um Brasil atemporal.

Foto: arquivo blog Garçom e Menu
Ocas na entrada da cidade de Tracunhaém Espaço cultural para exposição de artesanato da Zona da Mata

Uma arte expressa nos tapetes de grande influência ibérica de Lagoa do Carro. Ou nos escultores de Carpina, Paudalho, Vicência e Tracunhaém, terra onde a imaginação dos homens ganha contornos no barro. Dezenas de ceramistas moram nas cidades erguidas entre montanhas.

Divulgação
Entre mesas fidalgas e tabuleiros de rua, encontra-se a culinária que evidencia a Civilização do Açúcar. Nos engenhos, prepare-se para um banquete: pamonha, canjica, munguzá, coalhada, iogurtes caseiros, queijos de coalho e manteiga, pães e biscoitos, tapioca, beiju, manteiga artesanal, café bem passado, sucos de frutas e muitos bolos, de mandioca, barra-branca, bolo-de-rolo... Mandioca e carne seca. Galinha caipira guisada. E, claro, uma cachaça de alambique.

Não importa em que cidade hospedar-se. Estão todas muito próximas. Em poucos quilômetros de distância, o visitante volta no tempo. Bem-vindo ao Brasil original. Bem-vindo à Rota dos Engenhos de Pernambuco.



fonte: Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco.

             portaldeturismoPE 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Tapioca: O pão brasileiro



Tapioca e Sorvete
A tapioca é o nome de uma iguaria tipicamente brasileira, de origem indígena tupi-guarani, feita com a fécula extraída da mandioca, também conhecida como goma da tapioca, polvilho, goma seca, polvilho doce. Esta, ao ser espalhada numa chapa ou frigideira aquecida, coagula-se e vira um tipo de panqueca ou crepe seco, em forma de meia-lua (ou disco, como em algumas regiões). O recheio varia, mas o mais tradicional é feito com coco e queijo. O nome tapioca é derivado da palavra tipi'óka «coágulo», o nome para este amido em Tupi. Esta palavra tupi se refere ao processo pelo qual o amido é feita comestíveis e passou um se referir a processos de Preparo similares.

Preparo da tapioca
Numa vasilha de tamanho médio borrifa-se um pouco de água sobre a goma da tapioca e o sal, mexe-se a mistura com a ponta dos dedos. Lentamente, adiciona-se mais água, esfarelando a mistura entre as mãos até que essa mistura fique sem aderência as mãos. Essa mistura passa por um refinamento em peneira.
Em frigideira antiaderente aquecida em fogo brando, espalha-se uma porção e com as costas de uma colher cobre-se o fundo da frigideira de modo uniforme e rechea-se (tradicionalmente com coco ralado e raspas de queijo coalho, mas possibilitando uma infinidade de novos recheios), assando de dois a quatro minutos - ou até que a mistura fique com suas bordas soltas da frigideira. Em seguida, dobra-se a tapioca, passando um pouco de manteiga em ambos os lados e assando por mais um minuto.
internet
História
Os povos tupis-guaranis, que ocupavam a faixa litorânea leste do território brasileiro desde o sul até o norte, foram os responsáveis pelo domínio comestível da mandioca. A mandioca, produzida sob o sistema da agricultura de subsistência, era a base da alimentação do Brasil até a chegada de Pedro Álvares Cabral. A tapioca nasceu através da necessidade de diminuir o tamanho do beiju e poder passar a ser cozida no fogo.
Pouco após os primeiros anos do descobrimento, os colonizadores portugueses na Capitania Hereditária de Pernambuco descobriram que a tapioca servia como bom substituto para o pão. Na cidade de Olinda se consumia intensamente o beiju, a farinha e a tapioca, extraídos da mandioca, desde o século XVI com a criação portuguesa da Casa de Farinha em Itamaracá (Pernambuco).
A tapioca logo se espalhou pelos demais povos indígenas, como os cariris no Ceará e os Jês, na Amazônia oriental. Ainda, se transformou posteriormente na base da alimentação dos escravos no Brasil. Tudo isso serviu para transformar a tapioca, hoje, num dos mais tradicionais símbolos da culinária por quase todo o nordeste.
 *Coco, Queijo e Goiabada.
foto: Garçom e Menu
Patrimônio Imaterial e Cultural
O Conselho de Preservação do Sítio Histórico de Olinda (Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, pela UNESCO) concedeu à Tapioca o título de Patrimônio Imaterial e Cultural da Cidade em 2006, mesmo ano em que Olinda recebeu o título de 1ª Capital Brasileira da Cultura (Ministério da Cultura e Ministério do Turismo, Governo Federal).
Apesar de muito popular e integrante da culinária típica de diversos estados nordestinos, a tapioca mais tradicional do Brasil ainda se encontra no Alto da Sé, em Pernambuco (preservada pela Associação das Tapioqueiras de Olinda). Em outros estados, a tapioca sofreu algumas mofificações quanto à original (como no Ceará, onde possui formato redondo e é bastante apreciada com café preto). Também encontramos diversas entidades destinadas à cultura popular da tapioca pelo Nordeste, como o Centro das Tapioqueiras entre os municípios de Fortaleza e Eusébio, no Ceará.


*Curiosidades 
No resto do mundo, vários produtos derivados da fécula da mandioca são também chamados de tapioca.
Os recheios darão um toque especial à tapioca e variam de acordo com o gosto e a região onde a tapioca é consumida. O recheio pode ser apenas com manteiga e/ou com coco fresco ralado e/ou queijo, mas versões mais modernas podem incluir leite condensado, goiabada com queijo, banana, morango, chocolate e várias outras.
A tapioca mergulhada no leite de coco também é muito apreciada em diversas partes do Brasil.
Existe ainda a tapioca de chapa ou tapioca de forma, que é uma tapioca mais grossa e aquecida na chapa e na qual a massa da tapioca é colocada dentro de uma forma de metal.
O pudim ou de bolo de tapioca, não é levado ao fogo e é servido gelado, natural ou com calda de frutas. A farinha de tapioca é colocada num recipiente com leite de coco, um copo de leite, açucar a gosto e coco ralado. Depois que os ingredientes são bem misturados, coloca-se numa forma e leva-se este para a geladeira.
Não faz muito tempo, a tapioca atraiu a atenção de alguns criativos chefs da culinária brasileira. Estes usaram suas habilidades e criaram versões inovadoras da tapioca. Uma destas é o uso da goma de tapioca (em pelotas de cerca de meio centímetro de diâmetro) banhada com molho Shoyu, produzindo uma sobremesa de cor escura que tem aparência de caviar, e é chamado "caviar de tapioca"[1].
*O músico baiano Moraes Moreira compôs uma música intitulada "Tapioca de Olinda"

Fontes:
- Wikipédia
- Prefeitura de Olinda
- Fundaj – Fundação Joaquim Nabuco. (Museu do Homem do Nordeste)
- Manoel Maria – Tapioqueiro a mais de 25 anos em Olinda.
- Clécia – Tapioqueira na praça de Boa Viagem mais de 20 anos.